quarta-feira, 9 de setembro de 2009

"Coma Pescado , que pescado faz bem . "

(O título desse texto é apenas uma lembrança da campanha publicitária do Ministério da Pesca e Aquicultura brasileiro.)


Me peguei num grande dilema nesse dia 09.09.2009.
O que irei estar fazendo nos próximos 10 anos da minha vida?
Enquanto me organizo , deixo uma composição de Noel Rosa:

Conversa de Botequim - Noel Rosa

Seu garçom faça o favor
De me trazer depressa
Uma boa média que não seja requentada
Um pão bem quente com manteiga à beça
Um gardanapo
E um copo d'água bem gelada
Feche a porta da direita
Com muito cuidado
Que eu não estou disposto
A ficar exposto ao sol
Vá perguntar ao seu freguês do lado
Qual foi o resultado do futebol
E se você ficar limpando a mesa
Não me levanto e não pago a despesa
Vá pedir ao seu patrão
Uma caneta, um tinteiro
Um envelope e um cartão
Seu garçom faça o favor
De me trazer depressa
Uma boa média que não seja requentada
Um pão bem quente com manteiga à beça
Um gardanapo
E um copo d'água bem gelada
Feche a porta da direita
Com muito cuidado
Que eu não estou disposto
A ficar exposto ao sol
Vá perguntar ao seu freguês do lado
Qual foi o resultado do futebol
Não se esqueça de me dar palito
E um cigarro pra espantar mosquito
Vá dizer ao charuteiro
Que me empreste uma revista
Um cinzeiro e um isqueiro
Seu garçom faça o favor
De me trazer depressa
Uma boa média que não seja requentada
Um pão bem quente com manteiga à beça
Um gardanapo
E um copo d'água bem gelada
Feche a porta da direita
Com muito cuidado
Que eu não estou disposto
A ficar exposto ao sol
Vá perguntar ao seu freguês do lado
Qual foi o resultado do futebol
Telefone ao menos uma vez
Para três quatro quatro três três três
E ordene ao seu Osório
Que me mande um guarda chuva
Aqui pro nosso escritório
Seu garçom faça o favor
De me trazer depressa
Uma boa média que não seja requentada
Um pão bem quente com manteiga à beça
Um gardanapo
E um copo d'água bem gelada
Feche a porta da direita
Com muito cuidado
Que eu não estou disposto
A ficar exposto ao sol
Vá perguntar ao seu freguês do lado
Qual foi o resultado do futebol
Seu garçom me empresta algum dinheiro
Que eu deixei o meu com o bicheiro
Vá dizer ao seu gerente
Que pendure esta despesa
No cabide ali em frente
Seu garçom faça o favor
De me trazer depressa
Uma boa média que não seja requentada
Um pão bem quente com manteiga à beça
Um gardanapo
E um copo d'água bem gelada
Feche a porta da direita
Com muito cuidado
Que eu não estou disposto
A ficar exposto ao sol
Vá perguntar ao seu freguês do lado
Qual foi o resultado do futebol

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Ela estava casada quando nos conhecemos
Prestes a ser divorciar
E ela diz que a ajudei quando mais precisou
Nossas mães não apoiaram no início a nossa pequena loucura
Mas eu usei de extremo sentimento
E ela sempre mostrou-se forte
Bem cedo certo dia , esperamos o sol nascer
conversando sobre nós e qualquer outra particularidade nossa
Seu cabelo ainda está castanho
Ela vive querendo muda-lo
E o meu continua o mesmo
Ela tinha um emprego e cursava jornalismo e eu , bem eu estava nos psicodiagnosticando por tempo demais
Mas nunca gostei tanto assim então um dia o ficha caiu
E acabei parando em Serra Talhada
Onde acabei sendo empregado
E todo esse tempo que estava sozinho
O passado veio a tona
E eu acabei reencontrando muitas mulheres
Mas ela nunca fugiu da minha mente.
Então quando nos encontramos, eu perguntei
''Eu não te conheço de algum lugar?''
E ela ''Eu pensei que você nunca fosse dizer olá
Você me parece do tipo calado'''
E riu um riso de me tirar o fôlego
Ela me entregou um livro de poemas
de um poeta brasileiro
E aquelas palavras finalmente me mostraram algo sincero
Eu li aquelas páginas enquanto fugia o olhar
para encarar o rosto dela
E esperar alguma mudança por menor que fosse.
E ela , ela nunca piscava , apenas ficava vermelha, um vermelho tentador.
Agora eu estou sentado na cama
Imaginando se aquele olhar dela ainda acontece
O saldo de papai não é tão grande, então como posso fugir daqui de encontro a ela?
Nos separamos numa noite escura e fria,
Ambos concordando que era melhor.
Eu a ouvi falar sobre meus ombros
''Nos veremos algum dia pela avenida''
Então ela entrou no ônibus e algo dentro de mim morreu
E aquela dor se seguiu por um tempo insuportável
A única coisa que eu poderia fazer era voltar a vê-la
Encontrá-la de algum modo
A gente sempre sentiu as mesmas coisas
Só que de pontos de vista diferentes
As pessoas que conhecemos agora se tornaram distantes
A falta que ela faz...
Não sei o que essas pessoas fazem da sua vida
Mas eu , eu vou seguir estrada , preciso dela junto a mim.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Saudoso Velhinho

Sem tempo certo para acordar, a jovem abria os olhos lentamente, no quarto escuro recheado de livros ,ao som da bela música O barquinho na voz de Nara Leão, era de fato uma bela manhã.
Sem mais demoras o sorridente velhinho passava apressado pra cozinha , colocava uma dose de whisky no copo , voltava sorridente , aqueles sorrisos sinceros joviais, entrava no quarto e soltava um feliz ''Bom Dia''. Passava de novo pra cozinha, deixava o copo já então vazio , enquanto a jovem enchia o copo com um pouco de leite e abria qualquer livro que lhe agradasse no momento e lia algumas páginas , enquanto que o velhinho ía tomar banho .
Depois do banho tomado por ele era a vez dela tomar seu banho , espera então o mesmo relendo o livro deixado por ela na mesinha da cozinha.
Saíam os dois em direção ao Garça Restaurante , para tomar um café da manhã ou talvez apenas para passar no mercado central e depois ir ao restaurante tomar algo que contenha um nível etílico de qualquer coisa , que geralmente se resumia a cerveja.
As terças e quintas , demoravam mais a espera do amigo Diassis.
As tardes ela voltava sozinha para casa e estudava , e estudava.
E o velhinho dependendo do dia , ou teria a companhia do Diassis no CRI , ou teria a companhia de outro amigo querido .
As noites comemoradas sempre ao som de uma fluente e atraente Bossa Nova ou Sambinha; e sempre aquelas conversas tão tão alegres , inteligentes, sinceras, aquelas que surgem e deixam saudades, aquelas nas quais se escrevem editorias para jornais , desse tipo de conversa que se torna momento único.
De volta para casa , talvez assistir um filme madrugada afora até que pegassem no sono , ele na cama e ela sentada encostada na parede.
Apenas relembrando alguns momentos ; caro leitor , não leve a mal , não estou disposta a receber críticas literárias sobre essas revelações, faça-me o favor de ler , comentar se quiser, não estou disposta a ficar exposta de graça , se exponho é porque é público e notária a falta desse velhinho querido .



Atitude Verde!


http://www.greenpeace.org/brasil/greenpeace-brasil-clima/noticias/ativistas-ocupam-quatro-usinas

É preciso tomar uma atitude e já.

sábado, 4 de julho de 2009

Psicodrama

Numa ruazinha pacata do centro de Ouro Preto,com ladeiras enormes, ladrinhada de inúmeros barzinhos e casas do tempo da colonização portuguesa, banhada pelas luzes pungentes das estrelas boêmias, pode-se observar cenas realmente dignas de histórias inenarráveis.
O que eu quero expor nesse texto não tem nada haver com essa ruazinha , só a pus aqui para que você caro leitor , pudesse ter a imagem de alguma coisa agradável antes que eu revelasse a real intenção dessa prosa.
Venho aqui falar-lhe sobre um beija-flor , uma roseira , o ursinho polar e um pouco de bossa nova.
Sabe essas coisas que derrepente não cabem em si e nem em ti?
Ok, vamos tentar uma outra abordagem ; talvez um pouco de psicodrama.
A realidade é que antigamente o homem se perguntava por que o céu é azul? Se o oceano tinha solo,e tantas e tantas outras questões; mas o amor , a procura pelo amor , essa sim é uma questão presente e sempre reinventada.
Além do qualquer, do doce e amargo, do sexo selvagem e do carinho expontâneo, o que é o amor?
Voltemos então meus caros para a ruazinha de Ouro Preto, que essa questão nao responderemos com psicodrama.
Supondo que o amor pudesse retroceder no tempo como o beija-flor retrocede no voo , se pudesse ter a essencia da roseira , a força do urso polar e o ritmo da bossa nova, então esse sim seria o maior bem jamais visto, inventado ou sentido.
Mas não era esse também o tema dessa união de palavras, agora nem me perguntem que também já não me lembro o que me veio quando propus expor essas letras num conjunto de palavras.
Então evoquemos mais uma vez a belíssima ruazinha de Outro Preto , só que agora com a sutil presença de um rapaz solitário , caminhante , pensativo , introspectivo , uma espécie rara de personalidade, e a beleza física incomum de um jovem brasileiro.
Não cabe psicodrama nessa ruazinha .
Imagine você caro amigo , uma moça que acompanhe esse jovem; não cabe a mim a continuação dessa prosa, dê você rumo a essa alma .
Afinal ..''Numa ruazinha pacata do centro de Ouro Preto,com ladeiras enormes, ladrinhada de inúmeros barzinhos e casas do tempo da colonização portuguesa, banhada pelas luzes pungentes das estrelas boêmias, pode-se observar cenas realmente dignas de histórias inenarráveis... ''

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Felizmente Independente


Para alguém de Curitiba . . . ou de semelhante pensamento . 

Nordeste Independente 
composição : Bráulio Tavares/Ivanildo Vilanova

Já que existe no sul esse conceito
Que o nordeste é ruim, seco e ingrato
Já que existe a separação de fato
É preciso torná-la de direito
Quando um dia qualquer isso for feito
Todos dois vão lucrar imensamente
Começando uma vida diferente
De que a gente até hoje tem vivido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Dividindo a partir de Salvador
O nordeste seria outro país
Vigoroso, leal, rico e feliz
Sem dever a ninguém no exterior
Jangadeiro seria o senador
O cassaco de roça era o suplente
Cantador de viola o presidente
O vaqueiro era o líder do partido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Em Recife o distrito industrial
O idioma ia ser nordestinense
A bandeira de renda cearense
“Asa Branca” era o hino nacional
O folheto era o símbolo oficial
A moeda, o tostão de antigamente
Conselheiro seria o inconfidente
Lampião, o herói inesquecido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

O Brasil ia ter de importar
Do nordeste algodão, cana, caju
Carnaúba, laranja, babaçu
Abacaxi e o sal de cozinhar

O arroz, o agave do lugar
O petróleo, a cebola, o aguardente
O nordeste é auto-suficiente
O seu lucro seria garantido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Se isso aí se tornar realidade
E alguém do Brasil nos visitar
Nesse nosso país vai encontrar
Confiança, respeito e amizade
Tem o pão repartido na metade,
Temos prato na mesa, a cama quente
Brasileiro será irmão da gente
Vai pra lá que será bem recebido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Eu não quero, com isso, que vocês
Imaginem que eu tento ser grosseiro
Pois se lembrem que o povo brasileiro
É amigo do povo português
Se um dia a separação se fez
Todos os dois se respeitam no presente
Se isso aí já deu certo antigamente
Nesse exemplo concreto e conhecido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Povo do meu Brasil
Políticos brasileiros
Não pensem que vocês nos enganam
Porque nosso povo não é besta 

domingo, 24 de maio de 2009

Qual sua estratégia de amor ?

Abaixo segue a minha estratégia de amor:

Primeiramente extirpar as fronteiras, sejam elas físicas, culturais,políticas, econômicas,temporais,raciais,religiosas... tornando-se universal. O amor não deve ser restrito a uma determinada situação, localidade, cultura, partido, moeda, tempo, raça, religião; deve ser universal.
Após essa quebra, extipar a alienação a qual somos submetidos todos os dias, seja pela grande mídia,seja pela publicidade, seja pelas transnacionais, no processo globalizante.
Começa então, enfim, a grande caminhada; amar a se e a todos sem restrições , e talvez todos já tenhamos ouvido falar nessa estratégia milenar daquele jovem Jesus; mas eu não estou aqui para fazer apologia de religião A ou B. Tudo isso traz uma paz, uma leveza.Seria mais belo se as pessoas pudessem enchergar que o que mata, o que deprime, o que suicida, são esses isolamentos, esses olhares tortos. 
Ensinar a amar, distribuindo carinho, gentileza, compreensão, atenção. 
E perceber que há vários tipos de amor.
Querer mais do natural e menos do artificial. 
Entender que o José do Sertão é o mesmo homem que o Bill da Microsoft, e tratá-los da mesma maneira, com o mesmo sorriso, com o mesmo afago. Por que não?
Não cruzar os braços para atitudes injustas, crueis, egoístas,mesquinhas.
Se ater aos olhos, a observar.
Manter o espírito receptivo, a porta sempre aberta.
E depois de tudo isso,  entender que  nunca faltará algo novo a aprender, e que o amor é o eterno aprendizado, o qual não podemos definir o fim da trajetória, podemos dizer apenas o começo e ter certeza que é uma linha infinita que segue com ou sem você. 
Por isso minha estratégia de amor é seguir essa linha infinita de forma sincera, para mim é inevitável que acabe assim . 
Qual sua estratégia de amor?