segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Esqueça a parábola

Eu poderia começar este texto falando sobre como uma equação daria certo para resumir tudo . Eu poderia apenas dizer 1 + 1 = S2. Mas eu aprendi que para além da linearidade, um bom texto tem que ter profundidade. Fiz escolhas nos últimos anos das quais eu não estava preparada para vivenciar tão nova.Sem querer, perdi muito. Mas vivi! Eu poderia não o ter feito. O bom de se ter uma memória absurda como a minha, é que algumas vezes o passado parece tão presente, quase palpável. Então, o ruim é que eu só esqueço o que realmente quero. E o processo de esquecimento nunca foi algo fácil. Passei um longo período tentando acalmar coração e mente. E mesmo agora, algumas vezes minha mente ainda está inquieta. A saudade ainda é infindável, e talvez ela seja sempre, como algo que me lembre que onde quer que eu esteja, ele estará lá. Meu pai estará la. Se eu não tivesse chegado a este momento, de Parcimônia, nada do que veio após teria dado certo. Agora sobre as últimas duas semanas. A maior aventura é o auto-conhecimento, mas conhecer alguém, e conhecer o alguém é uma aventura tão importante quanto. Quando as luzes do elevador acenderam e eu desci, eu pensei, "vou colocar um pouco de graça, tentar divertir ele, ele será um bom amigo." ... Quando eu voltei pro elevador, " Eu te disse pra ser paciente. Eu te disse pra ficar bem. Eu te disse para ser ponderada. Eu te disse para ser gentil. E eu te disse pra amar. " lá estava meu pai ... e eu pensei " eu te disse pra amar. " ... mas já ? O.O Eu não quis entrar no elevador... foi difícil. Mas entrei sorrindo. E todos os segundos seguintes, me encontrava sorrindo. E mesmo quando chorei, estava feliz. Nunca me importou o que as pessoas pensam, não me importa se dizem que tem uma fórmula pronta ou um esquema para se amar. Tudo está muito claro, e hoje isto me basta. Oh ! Então, é isto. Finalmente é isto. Isto, agora, isto é amor. E eu estou, sinceramente feliz.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

"Para me ensinar"


Lolita saiu de casa , com seu vestido preto de bolinhas brancas , sua tiara vermelha no cabelo castanho escuro, uma meia-calça listrada,preta e branca, um salto fino preto e uma expressão meio cansada, meio apática.
Três dias após seu aniversário de 20 anos, sentia-se carregando o mundo nas costas, tudo isso que dizem nas revistas sobre guerras e fome, e consumo exagerado, tudo isso que passa no jornal do meio-dia, e as músicas que passam em vídeos lhe causou um certo loteamento de pensamentos avulsos.
Havia esse garoto, esse amigo de pouco tempo, um desconhecido-conhecido, que não saía do seu pensamento, ela pensou "acho que ele só estava lá para me ensinar"...
eram sobre intervenções as suas conversas. Sobre como o mundo poderia mudar. Sobre como eles poderiam mudar. Falavam sobre revoluções internas para gerar uma revolução externa.
E o tempo da sua vida passava rápido, outro dia, outro lugar, eles separados e ao mesmo tempo unidos pela tecnologia. Lolita pensava em como poderia ser conhecê-lo e quando o conhecesse e o amasse até quando ele permaneceria.
Talvez em outro mundo paralelo ele fosse seu amante eterno, mas neste paralelo o único acompanhante de Lolita é o seu vestido preto de bolinhas brancas.
E Lolita pensa: um viva a internet, eu estaria melhor não sabendo o que eu não posso ter.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Bye Bye Pterópodes



O Aquecimento Global se tornou o principal tema de debate entre cientistas, biólogos, e políticos no mundo nos últimos anos.
O debate sobre os efeitos do gás carbônico na camada de ozônio é presente no dia-a-dia da sociedade, mas se fala pouco sobre o efeito desse gás nos oceanos.
A Acidificação dos Mares é responsável por dissolver a concha de mariscos e outros animais marinhos, como os corais – que levam milhões de anos para se recuperar – que podem estar extintos em 50 anos segundo alguns oceanógrafos.
Os Pterópodes – pequenos moluscos de menos de um centímetro protegidos por uma fina concha - são a base alimentar da cadeia marinha e os seres marinhos que mais sofrem com a Acidificação dos Mares; e isso poderá acarretar uma extinção em massa, caso o processo não seja amenizado a tempo.
Esse efeito pode ser uma catástrofe ecológica, responsável pela extinção de várias espécies, e também uma catástrofe econômica, pois o comércio mundial de pesca movimenta em torno de 60 a 100 bilhões de dólares.
O GNT.Doc apresentou o documentário “Uma mudança no mar” esse mês, nele foi exposto o que está acontecendo em relação à Acidificação e os seus efeitos, mais informações sobre esse tema podem ser encontradas no site do GNT.
Ser sustentável é pouco, é necessário mobilização e conscientização sobre os riscos que o planeta Terra corre; riscos os quais serão sofridos pelos humanos também. É preciso mudança já, mudança real e constante.

domingo, 20 de março de 2011

Deixe a Música tocar


Esses dias sem postar nada me desligaram das palavras. Estive por horas hoje a pensar sobre o que poderia escrever, não há como puxar um tema "feliz" agora, ou tão pouco continuar o tema de morbidade, então, decidi falar um pouco sobre a Música.
Qual a primeira coisa que você pensa quando tenta se lembrar da sua primeira lembrança sobre Música? Algo que seu pais ouviam, algo que você ouviu em uma rádio, um parente tocando violão ou outro instrumento qualquer, a minha primeira lembrança da Música foi alguém cantando, um primo me balançando na rede para que eu dormisse e cantando , eu deveria ter no máximo três anos.
Estive a pensar sobre todas as pessoas com deficiência auditiva, o quão malvada a genética, os acidentes, ou uma possível ironia do "destino" podem ser com essas pessoas; a impossibilidade de ouvir uma canção, isso sim, é triste.
Eu vejo esses jovens com sede por música,eu vejo esses velhos tão jovens com Música injetada nas veias. Eu vejo escolas ensinando crianças teoria musical, eu vejo um brilho no olhar quando um indivíduo escuta uma letra que mexe com ele, eu vejo pessoas que se conhecem através da música e eu vejo outras que se apaixonam através dela, e isso é felicidade.

Música surge como uma forma de expressão humana, é simplesmente arte.
Não importa se é Rock, Erudita, Forró, Mpb, Reggae, Blues, Black Music,Dance, Country Music, Disco, Electronica,Folk, Emocore, Funk, Gospel, Gótico, Grunge, Hard Rock, Hardcore, Heavy Metal, Hip Hop, Indie, Industrial, Infantil,Instrumental, J-Pop/J-Rock, Jazz, Jovem Guarda, New Age, New Wave, Pagode, Pop, Punk, Progressivo, Psicodelia, R&B, Rap, Rock Alternativo, Rockabilly,Romantico, Samba, Sertanejo, Ska, Soul Music, Surf Music, Tecnopop, Trilha Sonora, etc... o que interessa é a penetração, o respeito as diferenças de estilo e as individualidades de cada um. O que interessa é ouvir, tocar, compor.
Deixe a Música tocar!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Para além da vida


Doces momentos que o tempo não apagará foram timbrados no meu coração pelo velhinho de boina.
Com a licença dos moços e moças que lêem esse texto , procuro lhes deixar um pequeno relato de amizade que o tempo, a distância, a idade, um mar de opositores , ou mesmo a morte não poderá extirpar, nem tão pouco entregar ao esquecimento.
Vivi com Luiz a possibilidade de vislumbrar uma realidade diferente, uma realidade humanista.
E ao longo do processo de auto-iluminação ao qual fui submetida através dos seus ensinamentos acadêmicos e humanos encontrei uma possibilidade incrível de futuro, encontrei “fé’’(mas não como é conhecida no termo Católico).
Aquelas tardes conversando sobre a vida, debatendo N assuntos, discutindo Darcy Ribeiro, Nelson Werneck Sodré, Milton Santos, Paulo Freire, Graciliano Ramos, Drummond, Vinícius de Moraes, Pablo Neruda, García Márquez, Lima Barreto, Jorge Amado, Sartre, Simone de Beauvoir, José Saramago,Albert Camus, Bertolt Brecht, Tolstoi, Dostoievski, Maiakovski e muitos outros grandes nomes, jogando xadrez, e simultaneamente injetando música na veia imprimem memórias e fundam em mim um ser capaz de tudo romper e criar.
Luiz me mostrou o que eu temia ver, sem pedir permissão. Me fez despertar.
E não só a mim, mas a todos que tiveram a oportunidade de vislumbrar a sua interrogante, instigante e inteligente companhia.
A hora é chegada e a saudade é eterna, mas como diria o pai de Luiz, Felippe Serpa

“Vida e Morte
Gestadas no acontecimento,
No estado tensivo
Infinito-finito,
Vidavivente-vidavivida,
Jogojogante-jogojogado,
Instituinte-instituído.
Em cada acontecimento,
Precipitação de uma das infinitas possibilidades
Do ser-sendo,
Vivemos e morremos.
Vivemos na tensão da perspectiva do acontecimento,
Morremos na precipitação do acontecimento,
E voltamos para o estado tensivo
Infinito-finito,
Vidavivente-vidavivida,
Jogojogante-jogojogado,
Instituinte-instituído,
O eterno retorno.
Na gestação do ser-ente
Está o originário do estado tensivo,
Sem fundamento,
A vida e a morte.
No cessar do estado tensivo
Está a morte,
Finitude
Vidavivida,
Jogojogado,
O instituído.
Para além da morte
O infinito,
A vidavivente,
O jogojogante,
O instituinte,
Também para além da vida.”
(SERPA, Felippe - Vida e Morte, in:Rascunho Digital
http://www.faced.ufba.br/rascunho_digital/textos/222.htm)

Amigos meus, se me perguntarem sobre Luiz imediatamente responderei com um lágrima solitária ,um sorriso sem fim e um EU TE AMO (pra ele solto no ar).
Para além da vida, o eterno Luiz Claúdio de Oliveira Serpa .

domingo, 9 de janeiro de 2011

Carta sem destinatário

Fortaleza-CE 09.01.2011

09.01.2011 um domingo nublado.
Eu estou tentando lembrar quais eram os planos. Aí onde tu estás , como está o céu?
Descreva pra mim , tudo ao seu redor, quem sabe eu não tento te achar.
Fui tomar um café, com um amigo essa semana, e me deu uma vontade de voltar no tempo.
Saudosismo de tantos momentos. Passado... passado... passado ... sim, eu quiz voltar. Me vi diante da minha primeira fuga.
Querendo quebrar a barreira tempo/espaço me frustrei.
Sabe como é? Frustração?
Não, tu não estavas lá , não vistes meu semblante nesse momento, ou vistes?
Então nesses domingo.. ou nessa segunda (quem sabes se tu estiveres no Japão) me responda essa carta com um sonho bom .
Pegue uma bicicleta, siga até a banca de revistas mais próxima, compre o jornal e me narre as notícias da sua localidade.
O Brasil em mim causa uma afinidade, eu confesso que não tenho essas vontades de ir embora para sempre para outro país qualquer, não é nacionalismo, é bem-estar , bem-estar aqui.
Quem sabe um dia eu vá te visitar ou tu venhas em mim esbarrar.
Hoje eu quero te contar um segredo, nessa carta, nesse momento, eu sei que é triste, tanta maldade , pobreza, fome pelo mundo e eu aqui só conseguindo pensar
em te escrever, a você que não sei quem é, para pedir-lhe que não deixes sua honra esvair-se numa ruela qualquer. Não deixe que lhe digam quem tu és, ou como deve agir ou lhe imponham o que pensar; e assim sendo, entenda que as pessoas são diferentes, respeite o pensar diferente do seu. É triste, sabemos que há todo momento irão lhe impor algo; sim, eu lhe peço para travar essa guerra constante pelo seu eu. Não se perca.
No mais, um abraço apertado de quem te quer tanto bem...

...Eu.

domingo, 12 de setembro de 2010

Banalização do Amor


Céu de baunilha ilumina o meu olhar.
Noite passada eu te vi carregando todo um vazio no peito.
Eu enfrentei muitos obstáculos, para conseguir descifrar o que há por trás dos olhares, e tu me apareces com um olhar tão facilmente decifrável que chega a ser absurdo não o fazê-lo.
Escrevo essa carta na esperança de lhe fazer entender.
A cidade está vazia, todos fugiram. A solidão reina nesse espaço e eu sou a última a permanecer aqui.
É verão , me sento a beira- mar para escrever-lhe o meu último adeus.
Lembra do café da manhã na serra?
E da forma como você me salvou de mim mesma?
Quando eu quase morri querido, você me viu.
Eu peguei o guidão da minha bicicleta e aprendi a pedalar contigo.
E em Hey Jude... os Beatles se tornaram nossa trilha sonora.
Tu tentaste me dizer várias vezes sobre as promessas não cumpridas...
mas bastou um olhar... e foi com você que cumpri todas.
Então começou a acontecer , várias e várias vezes, repetidamente você escapava do olhar ...
e incessantemente eu iniciava a busca pelo seu olhar.
O vento soprava palavras e susurros seus no meu ouvido, e as lembranças de como costumávamos ser, trágicas cenas de um filme clichê eram o que nos restava no fim .
Sua íris foi azul,verde,castanha,preta... e em todas as cores o seu brilho me encantava, para logo depois apenas parar de brilhar.
Não brinque com a minha capacidade de te encontrar.
Agora que você se foi eu já comecei a te procurar.
E para todos esses olhares que infantilmente tentam se passar pelo seu:
eu não preciso do "amor" de vocês.Estou cansada da banalização do amor alheio.

A minha busca está onde eu possa encontrar amor, apenas simples e real, e nada mais.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Adeus - aonde mandamos as pessoas

Não é meu direito vir aqui e pedir perdão.
Eu erraria em fazer isso. Fazer o que eu sempre quiz?
Adeus- aonde mandamos as pessoas.
Seria ótimo se pudessemos dizer Adeus, de uma forma alegre, mas uma despedida nunca é alegre.
Hoje eu quero dizer , te dizer, a você a quem eu disse adeus, que eu nunca quiz te magoar.
Desde quando eu me fui, eu penso em ti.
Não um pensamento constante, não um pensamento paranóico. Mas um pensamento otimista, um bom pensamento de alguém que lhe deseja bem.
Se eu pudesse eu tentaria te ligar.
Mas é melhor assim, não posso ligar.
Não vejo onde errei, se um dia eu fiz você chorar, torno-me culpada.
Nisto morro de vergonha,e é nessa desvergonha que renasço.
Ainda quero te encontrar e ser alguém que te faça sorrir mais uma vez.
E hoje eu estou aqui , não sei por quanto tempo mais irei ficar.
Mas espero que tu saibas, que muitas coisas aconteceram desde a ultima vez que estivemos juntos, muitas coisas aconteceram desde a minha primeira dose etílica...
mas ainda assim , de você, eu vou sempre lembrar.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Caleidoscópio

Flor de liz aparecendo na janela do quarto , numa manhã chuvosa de um domingo qualquer.
Simultaneamente um jovem põe o patins de gelo e se levanta enquanto coloca o primeiro passo no enorme lago congelado a sua frente.
Enquanto isso eu sonho com Montauk no inverno e uma chuva de flocos de neve pairando sobre o mar...

Escute o ar susurrar no seu ouvido, a qualquer momento você pode ouvi-lo , apenas o escute , pare para sentir e observar as pequenas coisas.
ACORDE e me abrace no seu pensamento, vamos, me dê também um beijo gostoso de "Bom dia" e me traga um chocolate quente na noite que irá chegar , regado de flores e um pouco ou muito do seu amor.
Olhe as fotografias da sua vida, o seu passado construído e conservado em papel colorido ou preto e branco, olhe seu passado, e me dê um spoiler sobre seu futuro.
O que de bom teremos por lá?
Todos os dias ouvimos frases do tipo "siga em frente", "dê seu melhor", "com ou sem você serei feliz", "tudo são escolhas", "a melhor maneira de amar é ... " ; existe uma melhor maneira de amar ?!
Toque sua bateria, sinta o ritmo, não o perca.
Não acredite em livros de auto-ajuda, por favor.
Sorria e olhe , olhe , pisque, e sorria, isso basta.
Use de todo seu charme para atrair, e não deixe de lado seus pensamentos de segundas intenções, mas aja naturalmente .
Coloque o nome da sua filha de Ana, ou Iris, ou Morgana, ou Monalisa, ou Lisa, ou Dulcinea, ou Duda, ou Marina, ou Maria, ou Thayanna, ou Ira, ou Sabrina, ou Olga, ou Isolda, ou Hilda, ou Bárbara , ou Flora, ou Hermione, ou Rosa, ou Isabel, ou Yoko, ou Madalena, ou Gisele , ou Simone, ou Marie....
e a leve com carinho para sobrevoar num balão os montes da Capadócia durante o pôr - do -sol , e faça-a feliz como a vida me faz.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Nacionalidade em Crise !

Salve Salve COPA DO MUNDO !

Eu estive sentada aqui detrás do meu aparelho de televisão vendo essas várias perninhas correndo de um lado pro outro atrás de uma Jabulani. Não bastasse uma Copa na África, local de grande miséria no mundo, o Brasil ainda inicia os jogos com uma dificuldade imensa de vencer a Coréia do Norte, que pela primeira vez na história joga uma copa do mundo. E o que é mais interessante isso não ocorreu com o nosso colonizador, Portugal teve tanta dificuldade que marcou 7x0 na Coréia do Norte.

Mas a minha nacionalidade não entrou em crise agora com a copa do mundo.

A minha nacionalidade entrou em crise no dia 21 de Abril de 1997, quando cometeram o atentando contra o índio Pataxó Galdino Jesus dos Santos. Nessa madrugada , 5 jovens entre 17 e 19 anos, atearam fogo no corpo adormecido do índio, o qual chegou a óbito com queimaduras em 95% do seu corpo. Ninguém conseguia entender o termo “brincadeira”com o qual os jovens definiram a cruel ação, mas eu entendi da seguinte forma, queimaram ele como crianças desmembram uma formiga, uma “brincadeira” primitiva e instintiva dos tempos do homem da caverna, no entanto , não estamos mais nessa época então eu entrei em uma crise em relação a minha nacionalidade, viver em comunhão com pessoas da mesma pátria que queimam um integrante e mais do que integrante, um símbolo da mãe gentil é simplesmente vergonhoso, eis a crise.

Sento-me no banco na calçada da minha casa e observo alguns transeuntes , vou a beira-mar e observo mais transeuntes, e me pergunto o que eles fazem pelo país. E então eles rompem toda a minha expectativa mostrando sua mediocridade e crueldade. Não sou obrigada a fazer amizades ou a ser cordial, apenas mantenho a minha educação. Não preciso do amor deles.

Sei que somos a nação do “homem cordial” como diria Sérgio Buarque de Holanda, mas eu luto intensamente contra essa cordialidade, afinal esse negócio de diminutivos nunca me agradou.

Mas voltemos a copa do mundo, o que seria a copa do mundo se não o pão e circo da modernidade? A FIFA assumindo o papel de César moderno e os torcedores meros cidadãos gregos modernos, façam a comparação e verão o mesmo sistema.

Enquanto comparamos e torcemos e passamos fome, os jogadores embolsam milhões, e há ainda quem ache lindo os torcedores. Depois os inteligentes, fazem greve, dizem que os países são ruins, põe a culpa em deus e no mundo , menos no time do CEARÁ ou do Barcelona.... ou na Coca-cola, ou na Nike, ou na Ferrari... etc

Bem, se essa miserabilidade continuará, se existirão mais Jesus sendo cruxificados, queimados, martirizados, eu só espero poder viver o suficiente para ver as luas de Júpiter ao vivo e poder fazer um amor gostoso, isso eu acho digno.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Apenas tome um chocolate quente , dance , ame alguém , e durma um pouco ou muito .

sexta-feira, 12 de março de 2010

sexta-feira, 5 de março de 2010

Soneto da mesmice

Repete-se a truculência com que um prefeito manda torturar jovens estudantes e comunicadores dos furtos e dos atos de corrupção; repete-se o abafamento do caso; repete-se a maldade nos olhos de quem tortura; repete-se a covardia na boca de quem vendo tal caso , vê e cala; repete-se os roxos nas costas e a vergonha exposta dos agredidos; repete-se ...
Repete-se a mesmice dos pobres de alma...
Repete-se no salão de jantar , a comida boa, os talheres de prata, o vinho antigo e a vida boa do pouco que a tira(a vida boa) do suor de muitos...
Repete-se então as caras cansadas e sofridas no empurra-empurra dos transportes coletivos de quem parte contra o grande nada, em busca de sua pífia sobrevivência ... repete-se o labutar ...
Repete-se o tempo para todos, mas o tempo não repete-se da mesma maneira para todos...
Repete-se...
Deixai o vinil repetir o seu movimento...
Deixai o sol repetir o seu nascer ...
Deixai os olhos repetirem o fechar ao adormecerem...
Deixai repetir que os animais vivam em paz e livres...
Deixai repetir a beleza da luz do luar sobre o campo verde e sobre o mar...
Deixai repetir os bons de coração...
Repete-se
...

no entanto, repete-se o soneto da mesmice.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Um pouco de Educação, flores , pudim de limão e mãos.

Hoje não vou escrever em nenhum aspecto ou tipo de texto; digamos que essas são as junções de muitas palavras que ora configuraram uma narração , ora uma descrição , ora uma opnião , ora uma dissertação....
Já observaram as caras dos jovens nas portas dos grandes colégios de Fortaleza?
E as caras das crianças que circulam nas noites ao redor do terminal do Papicu ( na mesma cidade ) ?
Mãos que carregam livros e outras mãos que pedem , ambas num raio de menos de 500 metros ; eis a segregação social .
A sala de aula me fez refletir , sobre o mundo do ler e escrever. Ler é ver o mundo e escrever é criar o mundo. Alguém pode me dizer como as crianças do terminal, verão e criarão o seu mundo ?
Na mesma selva de concreto uma vez perdida pode-se observar essas mulheres que vendem flores, vermelhas , chamativas, belas.
E na mesma realidade, de vez em quando ,uma discrepância doce-azeda de um pudim de limão você pode provar.

E se pode aprender que no Sertão há um mar e que se há água no Sertão , por que não haverá esperança para educação? Talvez seja muito altruísmo de minha parte, deixa estar.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

"Coma Pescado , que pescado faz bem . "

(O título desse texto é apenas uma lembrança da campanha publicitária do Ministério da Pesca e Aquicultura brasileiro.)


Me peguei num grande dilema nesse dia 09.09.2009.
O que irei estar fazendo nos próximos 10 anos da minha vida?
Enquanto me organizo , deixo uma composição de Noel Rosa:

Conversa de Botequim - Noel Rosa

Seu garçom faça o favor
De me trazer depressa
Uma boa média que não seja requentada
Um pão bem quente com manteiga à beça
Um gardanapo
E um copo d'água bem gelada
Feche a porta da direita
Com muito cuidado
Que eu não estou disposto
A ficar exposto ao sol
Vá perguntar ao seu freguês do lado
Qual foi o resultado do futebol
E se você ficar limpando a mesa
Não me levanto e não pago a despesa
Vá pedir ao seu patrão
Uma caneta, um tinteiro
Um envelope e um cartão
Seu garçom faça o favor
De me trazer depressa
Uma boa média que não seja requentada
Um pão bem quente com manteiga à beça
Um gardanapo
E um copo d'água bem gelada
Feche a porta da direita
Com muito cuidado
Que eu não estou disposto
A ficar exposto ao sol
Vá perguntar ao seu freguês do lado
Qual foi o resultado do futebol
Não se esqueça de me dar palito
E um cigarro pra espantar mosquito
Vá dizer ao charuteiro
Que me empreste uma revista
Um cinzeiro e um isqueiro
Seu garçom faça o favor
De me trazer depressa
Uma boa média que não seja requentada
Um pão bem quente com manteiga à beça
Um gardanapo
E um copo d'água bem gelada
Feche a porta da direita
Com muito cuidado
Que eu não estou disposto
A ficar exposto ao sol
Vá perguntar ao seu freguês do lado
Qual foi o resultado do futebol
Telefone ao menos uma vez
Para três quatro quatro três três três
E ordene ao seu Osório
Que me mande um guarda chuva
Aqui pro nosso escritório
Seu garçom faça o favor
De me trazer depressa
Uma boa média que não seja requentada
Um pão bem quente com manteiga à beça
Um gardanapo
E um copo d'água bem gelada
Feche a porta da direita
Com muito cuidado
Que eu não estou disposto
A ficar exposto ao sol
Vá perguntar ao seu freguês do lado
Qual foi o resultado do futebol
Seu garçom me empresta algum dinheiro
Que eu deixei o meu com o bicheiro
Vá dizer ao seu gerente
Que pendure esta despesa
No cabide ali em frente
Seu garçom faça o favor
De me trazer depressa
Uma boa média que não seja requentada
Um pão bem quente com manteiga à beça
Um gardanapo
E um copo d'água bem gelada
Feche a porta da direita
Com muito cuidado
Que eu não estou disposto
A ficar exposto ao sol
Vá perguntar ao seu freguês do lado
Qual foi o resultado do futebol

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Ela estava casada quando nos conhecemos
Prestes a ser divorciar
E ela diz que a ajudei quando mais precisou
Nossas mães não apoiaram no início a nossa pequena loucura
Mas eu usei de extremo sentimento
E ela sempre mostrou-se forte
Bem cedo certo dia , esperamos o sol nascer
conversando sobre nós e qualquer outra particularidade nossa
Seu cabelo ainda está castanho
Ela vive querendo muda-lo
E o meu continua o mesmo
Ela tinha um emprego e cursava jornalismo e eu , bem eu estava nos psicodiagnosticando por tempo demais
Mas nunca gostei tanto assim então um dia o ficha caiu
E acabei parando em Serra Talhada
Onde acabei sendo empregado
E todo esse tempo que estava sozinho
O passado veio a tona
E eu acabei reencontrando muitas mulheres
Mas ela nunca fugiu da minha mente.
Então quando nos encontramos, eu perguntei
''Eu não te conheço de algum lugar?''
E ela ''Eu pensei que você nunca fosse dizer olá
Você me parece do tipo calado'''
E riu um riso de me tirar o fôlego
Ela me entregou um livro de poemas
de um poeta brasileiro
E aquelas palavras finalmente me mostraram algo sincero
Eu li aquelas páginas enquanto fugia o olhar
para encarar o rosto dela
E esperar alguma mudança por menor que fosse.
E ela , ela nunca piscava , apenas ficava vermelha, um vermelho tentador.
Agora eu estou sentado na cama
Imaginando se aquele olhar dela ainda acontece
O saldo de papai não é tão grande, então como posso fugir daqui de encontro a ela?
Nos separamos numa noite escura e fria,
Ambos concordando que era melhor.
Eu a ouvi falar sobre meus ombros
''Nos veremos algum dia pela avenida''
Então ela entrou no ônibus e algo dentro de mim morreu
E aquela dor se seguiu por um tempo insuportável
A única coisa que eu poderia fazer era voltar a vê-la
Encontrá-la de algum modo
A gente sempre sentiu as mesmas coisas
Só que de pontos de vista diferentes
As pessoas que conhecemos agora se tornaram distantes
A falta que ela faz...
Não sei o que essas pessoas fazem da sua vida
Mas eu , eu vou seguir estrada , preciso dela junto a mim.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Saudoso Velhinho

Sem tempo certo para acordar, a jovem abria os olhos lentamente, no quarto escuro recheado de livros ,ao som da bela música O barquinho na voz de Nara Leão, era de fato uma bela manhã.
Sem mais demoras o sorridente velhinho passava apressado pra cozinha , colocava uma dose de whisky no copo , voltava sorridente , aqueles sorrisos sinceros joviais, entrava no quarto e soltava um feliz ''Bom Dia''. Passava de novo pra cozinha, deixava o copo já então vazio , enquanto a jovem enchia o copo com um pouco de leite e abria qualquer livro que lhe agradasse no momento e lia algumas páginas , enquanto que o velhinho ía tomar banho .
Depois do banho tomado por ele era a vez dela tomar seu banho , espera então o mesmo relendo o livro deixado por ela na mesinha da cozinha.
Saíam os dois em direção ao Garça Restaurante , para tomar um café da manhã ou talvez apenas para passar no mercado central e depois ir ao restaurante tomar algo que contenha um nível etílico de qualquer coisa , que geralmente se resumia a cerveja.
As terças e quintas , demoravam mais a espera do amigo Diassis.
As tardes ela voltava sozinha para casa e estudava , e estudava.
E o velhinho dependendo do dia , ou teria a companhia do Diassis no CRI , ou teria a companhia de outro amigo querido .
As noites comemoradas sempre ao som de uma fluente e atraente Bossa Nova ou Sambinha; e sempre aquelas conversas tão tão alegres , inteligentes, sinceras, aquelas que surgem e deixam saudades, aquelas nas quais se escrevem editorias para jornais , desse tipo de conversa que se torna momento único.
De volta para casa , talvez assistir um filme madrugada afora até que pegassem no sono , ele na cama e ela sentada encostada na parede.
Apenas relembrando alguns momentos ; caro leitor , não leve a mal , não estou disposta a receber críticas literárias sobre essas revelações, faça-me o favor de ler , comentar se quiser, não estou disposta a ficar exposta de graça , se exponho é porque é público e notária a falta desse velhinho querido .



Atitude Verde!


http://www.greenpeace.org/brasil/greenpeace-brasil-clima/noticias/ativistas-ocupam-quatro-usinas

É preciso tomar uma atitude e já.

sábado, 4 de julho de 2009

Psicodrama

Numa ruazinha pacata do centro de Ouro Preto,com ladeiras enormes, ladrinhada de inúmeros barzinhos e casas do tempo da colonização portuguesa, banhada pelas luzes pungentes das estrelas boêmias, pode-se observar cenas realmente dignas de histórias inenarráveis.
O que eu quero expor nesse texto não tem nada haver com essa ruazinha , só a pus aqui para que você caro leitor , pudesse ter a imagem de alguma coisa agradável antes que eu revelasse a real intenção dessa prosa.
Venho aqui falar-lhe sobre um beija-flor , uma roseira , o ursinho polar e um pouco de bossa nova.
Sabe essas coisas que derrepente não cabem em si e nem em ti?
Ok, vamos tentar uma outra abordagem ; talvez um pouco de psicodrama.
A realidade é que antigamente o homem se perguntava por que o céu é azul? Se o oceano tinha solo,e tantas e tantas outras questões; mas o amor , a procura pelo amor , essa sim é uma questão presente e sempre reinventada.
Além do qualquer, do doce e amargo, do sexo selvagem e do carinho expontâneo, o que é o amor?
Voltemos então meus caros para a ruazinha de Ouro Preto, que essa questão nao responderemos com psicodrama.
Supondo que o amor pudesse retroceder no tempo como o beija-flor retrocede no voo , se pudesse ter a essencia da roseira , a força do urso polar e o ritmo da bossa nova, então esse sim seria o maior bem jamais visto, inventado ou sentido.
Mas não era esse também o tema dessa união de palavras, agora nem me perguntem que também já não me lembro o que me veio quando propus expor essas letras num conjunto de palavras.
Então evoquemos mais uma vez a belíssima ruazinha de Outro Preto , só que agora com a sutil presença de um rapaz solitário , caminhante , pensativo , introspectivo , uma espécie rara de personalidade, e a beleza física incomum de um jovem brasileiro.
Não cabe psicodrama nessa ruazinha .
Imagine você caro amigo , uma moça que acompanhe esse jovem; não cabe a mim a continuação dessa prosa, dê você rumo a essa alma .
Afinal ..''Numa ruazinha pacata do centro de Ouro Preto,com ladeiras enormes, ladrinhada de inúmeros barzinhos e casas do tempo da colonização portuguesa, banhada pelas luzes pungentes das estrelas boêmias, pode-se observar cenas realmente dignas de histórias inenarráveis... ''

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Felizmente Independente


Para alguém de Curitiba . . . ou de semelhante pensamento . 

Nordeste Independente 
composição : Bráulio Tavares/Ivanildo Vilanova

Já que existe no sul esse conceito
Que o nordeste é ruim, seco e ingrato
Já que existe a separação de fato
É preciso torná-la de direito
Quando um dia qualquer isso for feito
Todos dois vão lucrar imensamente
Começando uma vida diferente
De que a gente até hoje tem vivido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Dividindo a partir de Salvador
O nordeste seria outro país
Vigoroso, leal, rico e feliz
Sem dever a ninguém no exterior
Jangadeiro seria o senador
O cassaco de roça era o suplente
Cantador de viola o presidente
O vaqueiro era o líder do partido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Em Recife o distrito industrial
O idioma ia ser nordestinense
A bandeira de renda cearense
“Asa Branca” era o hino nacional
O folheto era o símbolo oficial
A moeda, o tostão de antigamente
Conselheiro seria o inconfidente
Lampião, o herói inesquecido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

O Brasil ia ter de importar
Do nordeste algodão, cana, caju
Carnaúba, laranja, babaçu
Abacaxi e o sal de cozinhar

O arroz, o agave do lugar
O petróleo, a cebola, o aguardente
O nordeste é auto-suficiente
O seu lucro seria garantido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Se isso aí se tornar realidade
E alguém do Brasil nos visitar
Nesse nosso país vai encontrar
Confiança, respeito e amizade
Tem o pão repartido na metade,
Temos prato na mesa, a cama quente
Brasileiro será irmão da gente
Vai pra lá que será bem recebido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Eu não quero, com isso, que vocês
Imaginem que eu tento ser grosseiro
Pois se lembrem que o povo brasileiro
É amigo do povo português
Se um dia a separação se fez
Todos os dois se respeitam no presente
Se isso aí já deu certo antigamente
Nesse exemplo concreto e conhecido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Povo do meu Brasil
Políticos brasileiros
Não pensem que vocês nos enganam
Porque nosso povo não é besta